Interromper o contato.
Orientamos a não negociar com extorsionário, a preservar as provas antes de bloquear e a proteger contas e dispositivos.
Direito Digital · Serviço
Orientação e acompanhamento para vítimas de ameaça, perseguição, extorsão, invasão de dispositivo e divulgação de imagens íntimas pela internet.
O crime acontece na tela, mas o medo é real e acompanha a vítima fora dela.
Mensagens ameaçadoras de perfis que mudam de nome, alguém que monitora cada passo nas redes, um pedido de dinheiro para não divulgar fotos, um celular invadido. A lei penal alcança essas condutas: a perseguição (stalking) é crime pelo art. 147-A do Código Penal, a invasão de dispositivo pelo art. 154-A e a extorsão pelo art. 158.
Divulgar cena de sexo ou nudez sem consentimento é crime do art. 218-C, hoje com pena de 4 a 10 anos de reclusão, aumentada se o autor teve relação íntima com a vítima ou agiu por vingança ou humilhação. Montagens que incluem a pessoa em cena de nudez são crime do art. 216-B, e a violência psicológica contra a mulher tem a pena aumentada quando praticada com inteligência artificial que altere imagem ou voz.
Esta página trata do atendimento à vítima. A defesa de quem é investigado por crimes digitais fica em Direito Penal.
Como conduzimos
Orientamos a não negociar com extorsionário, a preservar as provas antes de bloquear e a proteger contas e dispositivos.
Ocorrência bem instruída, representação no prazo e pedido de medidas protetivas quando há risco.
Acompanhamos o inquérito e o processo, com pedidos de remoção de conteúdo e de indenização pelos danos.
O que trava a vítima
Na perseguição e na invasão de dispositivo, a ação penal depende de representação da vítima, que em regra deve ser feita em até 6 meses de quando se sabe quem é o autor. Nos crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher, esse prazo passou a ser de 12 meses. Registrar tudo desde o início faz diferença.
Mensagens repetidas, perfis falsos e monitoramento que invadem a privacidade.
Pedido de dinheiro sob ameaça de divulgar imagens ou informações.
Fotos ou vídeos divulgados sem consentimento e montagens, inclusive feitas com inteligência artificial.
Como atuamos
Orientação para preservar mensagens, perfis e links com validade de prova
Registro de ocorrência, inclusive em delegacias especializadas em crimes de informática
Representação criminal dentro do prazo legal
Pedido de medidas protetivas, incluindo pela Lei Maria da Penha
Remoção urgente de imagens íntimas e bloqueio de perfis
Pedido judicial de dados para identificar o autor
Atuação como assistente de acusação e reparação de danos
Responsabilidade editorial
Conteúdo informativo preparado pelo M de Paula Advogados. A aplicação da norma depende dos fatos e do momento da análise.